São José do Rio Pardo, ,

17/Abr/2021 - 13:49:20

O relógio do Rotary na praça do Ginásio

Redação





A interessante foto ao lado foi tirada na inauguração do relógio do Rotary Clube construído na praça Oliveiros Pinheiro, em frente à Escola Euclides da Cunha, em 1964.

Bastante alto, tinha uma coluna de alvenaria que sustentava um grande mostrador quadrado. Na foto estão, da esquerda para a direita: Ruy Andreoli, Clóvis Pacheco Silveira (atrás), Iéco Franchi, Geraldo Junqueira Andrade, Flávio Trevisan (atrás), Pedrinho Rondinelli, Marcos Paulo Silveira Armando, Vinício Rocha dos Santos, Adhemar Machado de Almeida (atrás), o primeiro de óculos, atrás, é Cléber Gervásio e o segundo de óculos é José Menechino, Carlos Castanheira está de óculos escuros, Jeremias Polachini, Nicolino Ristori, Waldemar Poggio, Mário Roberto Junqueira (presidente do Rotary em 1964), Pedrinho Taddei (vice-presidente, atrás), Sônia Moreira Junqueira, Célia Poggio, Maria Aparecida Dias Taddei, Terezinha Junqueira, não identificado, Waldomiro de Souza, Lupércio Torres, Manoel Otaviano Junqueira (promotor) e José Braghetta.

A estrutura permaneceu na praça por duas décadas, mas o relógio teve vida curta. Algum tempo depois de inaugurado já apresentava problemas e nos anos seguintes foi destruído pela falta de manutenção e apedrejamento. Desocupados miravam no relógio as pedras portuguesas soltas do calçamento da praça...

 

Quase tivemos um Theatro Municipal

O intendente (prefeito) Francisco de Escobar foi um homem culto e amante das artes. No dia 14 de fevereiro de 1900, ele convocou a imprensa para apresentar o projeto de um famoso arquiteto italiano que planejava construir aqui um belo Theatro Municipal. O majestoso prédio contaria de três pavimentos com ampla sala de espera, sala para café, platéia, poltronas estofadas, camarotes, palco cênico, várias toaletes, grande salão para bailes e conferências, sala para leituras, sala para jogos, sala para fumar e até um restaurante. Um luxo.

Escobar tratou de convidar para a reunião os mais endinheirados do município para que investissem no projeto. O engenheiro Euclydes da Cunha, amigo do Escobar, também participou.

Bastante empolgado, o intendente explicou que o theatro teria luxuosa decoração e perfeita canalização de água para serviço de incêndio. ??Só grandes cidades como São Paulo e Campinas possuem teatros de tal envergadura?, disse ele.

Apesar de apoiara o empreendimento, o jornal ??O Rio Pardo? da época foi realista e publicou em primeira página: ??O theatro está orçado em trezentos contos de réis. Em conversa com alguns presentes, a opinião geral é que, dificilmente, a elevada cifra será levantada entre os rio-pardenses?.


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