São José do Rio Pardo, ,

05/Jun/2021 - 22:16:36

Corpus Christi

Maria Esméria do Amaral Mesquita




Esta solenidade remonta ao século XIII, quando começou a ser celebrada na diocese de Liège, na França, e o Papa Urano IV estendeu-a toda Igreja no ano de 1264. Tem por fim prestar culto à presença real de Cristo na Eucaristia, um culto que, conforme já era descrito por Urbano IV deve ser popular, refletido em hinos e em alegria. A pedido do Papa, São Tomás de Aquino compôs para o dia de hoje dois ofícios que alimentaram a piedade de muitos cristãos ao longo dos séculos. A procissão com o ostensório pelas ruas engalanadas testemunha a fé e o amor do povo cristão por Cristo que volta a passar por nossas cidades e aldeias. A procissão nasceu no mesmo tempo que a festa. Nos lugares onde esta festa não é de preceito, celebra-se - como dia próprio - no domingo seguinte ao da Santíssima Trindade.

"A procissão do Corpo de Deus torna Cristo presente nas aldeias e cidades do mundo. Mas, esta presença [...] não deve ser coisa de um dia, ruído que se houve e que se esquece. Essa passagem de Jesus lembra-nos que devemos descobri-lo também nas nossas ocupações habituais. A par da procissão solene desta Quinta-Feira, deve avançar a procissão silenciosa e simples da vida comum de cada cristão, homem estre os homens, mas feliz de ter recebido a fé e a missão divina de se conduzir de tal modo que renove a mensagem do Senhor sobre a terra [...].

"Peçamos, pois, ao Senhor que nos conceda a graça de sermos almas de Eucaristia, que a nossa relação pessoal com Ele se traduza em alegria, em serenidade, em propósitos de justiça. E assim facilitaremos aos outros a tarefa de reconhecerem Cristo, contribuiremos para colocá-lo no cume de todas as atividades humanas. Cumprir-se-á a promessa de Jesus: Eu, quando for exaltado sobre a terra, tudo atrairei a mim (Jo 12, 32)".

O que está escrito acima, transcrevi do livro FALAR COM DEUS -meditações para o dia a dia, da Editora Quadrante.

***

Em consequência da pandemia, este é o segundo ano que celebramos, sem a procissão, a Festa do Santíssimo Corpo de Deus. Que saudade da procissão! Desta vez, enfeitamos a capela da Itaiquara com flores brancas; o Padre Sebastião celebrou a Eucaristia para nós às 9h00. ? importante que estejamos unidos em Cristo; mesmo que não possamos celebrar como gostaríamos, estamos unidos, caminhando para a nossa pátria celeste.

Na segunda feira, faleceu, vítima da COVID, a Vera Regina, uma irmã da minha nora Ana Lúcia Meirelles, viúva do Henrique, um dos meus filhos já falecidos. Sabemos bem a dor adicional dos parentes de falecidos destes tempos, em que não pode haver velório com amigos para estarem juntos no momento do funeral. Foi um grande consolo pra todos a missa celebrada terça feira, na capela de Santa Rita, aqui de São José, que pode ser transmitida pelo computador e participada à distância por parentes e amigos.

Na madrugada do dia 2, quarta feira, fiquei bisavó pela décima oitava vez: nasceu a Francisca, terceira filha da Maria Luiza, Lulu, que reside em Berlim. Por conta a pandemia, a Sophia, mãe da Lulu, custou a conseguir uma permissão para viajar, está de quarentena em seu apartamento de Berlim e só pode sair de casa na próxima segunda feira! Até lá, comunicação e compras só por meio da internet. A multa para quem transgride é de três mil euros! Felizmente, estão todos bem de saúde, a nenê é linda e a família está felicíssima. Louvado seja Deus!

***

Na primeira Sexta-feira de cada mês contemplamos o dom da vida de Jesus. Um amor que vai até o fim. Um coração aberto como última palavra de Amor. Um tal gesto pede que queiramos bem uns aos outros. Existimos com os outros. Dependemos do pai, da mãe, da escola, dos amigos, do padeiro, do sol, da chuva... Juntos caminhamos querendo bem uns aos outros, aos órfãos, aos abandonados, aos que perderam o gosto de viver. Somos amados juntos, como irmãos. Um mesmo guarda-chuva nos protege. Levantamos o caído, ajudamos os idosos a terem ânimo, fazemos com que reine amor e doação no seio das famílias a não guerra e desavença. Nossa vida será como a do Mestre do coração aberto, derradeira palavra do Amor. (Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM), para a Folhinha do Coração de Jesus


O Riopardo - 2020/2025 - Todos direitos reservados