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17/Jul/2021 - 21:57:00
Memória da Cidade, 17 de Julho de 2021
Redação
Foto do prédio da Câmara ainda em construção. Foi o último da praça dos Três Poderes a ser concluído. Por algum tempo, o Legislativo funcionou no prédio da Prefeitura, sendo suas sessões realizadas no salão nobre, espaço hoje ocupado por repartições municipais.
Numa festa junina, os primos: João Luís Cobra Monteiro (à esquerda), Denise Cobra e Luís Paulo Cobra Monteiro.
Um novo endereço para a velha rodoviária
Por muito pouco, em 1984, a Estação Rodoviária não foi transferida para a Vila Brasil, em um grande terreno da Prefeitura, hoje ocupado pelas escolas Cáritas e Prof. Jorge Luiz Abichabki.
Em agosto daquele ano, o Departamento de Engenharia da Prefeitura anunciou o projeto para nova Rodoviária, que seria construída naquela área que somava 6.000 metros quadrados, suficientes para a construção de um prédio muito maior e espaço para estacionamento e manobras de ônibus. O objetivo era desviar os ônibus da área central da cidade.
A população protestou, a nova Rodoviária ficaria distante e quem lá desembarcasse teria que tomar um táxi ou circular para chegar ao centro da cidade. Comerciantes da área próxima à estação também reclamaram e apresentaram ao prefeito Sílvio Torres um abaixo-assinado solicitando que a Prefeitura mantivesse a Rodoviária onde estava desde sua inauguração, em 1970.
Viação Nasser, ônibus 855, Tambaú
Ilha São Pedro Turismo Ltda.
Em 1956, o rio-pardense João Batista Macion Ventura arrendou a Ilha São Pedro, inteira. Nascia então a firma ??Ilha São Pedro Turismo Ltda.? com grandes e caros melhoramentos que causaram espanto nos rio-pardenses. Dispunha de restaurante, zoológico, passeios de barco, pesca...
Em 9 de agosto de 1956, a nova Ilha Turismo foi inaugurada. Durante aquela Semana Euclidiana, 15 mil pessoas a visitaram. Os rio-pardenses vislumbraram novo campo de atividades ?? o turismo. Por conta do empreendimento, São José do Rio Pardo foi incluída no roteiro turístico do Estado de São Paulo.
Infelizmente, o caro e grande empreendimento não vingou. O arrendamento foi desfeito e o logradouro voltou à Prefeitura.
Quem não podia comprar, mandava consertar. Na Treze de Maio, o italiano Felice Lomonte e seu filho trabalhavam a gosto da freguesia e garantiam o serviço. A propaganda acima é de 1917.
Ramal da Fepasa dava prejuízo
A enchente de 1977 antecipou a desativação do ramal férreo que já era deficitário e dava prejuízos para a Fepasa (Ferrovias Paulistas S.A.). A empresa não fez nenhum esforço para consertar os estragos causados pelas águas. Dois pontilhões caíram e a linha férrea desajustou-se em vários pontos. A empresa deixou como estava.
Em 1976, apenas dois trens serviam o trecho Campinas ?? Passos. Um passava de manhã e outro voltava de madrugada. Desativado o ramal de São José, o tráfego passou a ser feito por Ribeirão Preto,
Vagões retidos no pátio da estação ferroviária foram postos à venda. Um, de passageiros, foi para uma fazenda. Os outros, abandonados, no final dos anos 1970, serviram de refúgio a andarilhos. Foram queimados e suas ferragens recolhidas.