São José do Rio Pardo, ,

31/Jul/2021 - 20:35:12

Memória da Cidade, 31 de Julho de 2021

Redação





FAMÍLIA DIAS ?? Filhos do capitão Vicente Alves de Araújo Dias e Lucinda Cândido de Jesus. Da esquerda para a direita, Arlindo Luiz Dias, Vicente Dias Junior, Turíbio Luiz Dias, Elisiário Luiz Dias, Alípio Luiz Dias, Honório Luiz Dias e José Luiz Dias (Juca). O casal teve ainda as filhas Maria, Argina e Virgínia; A bela fotografia ilustra a contracapa do livro ??Capitão Vicente e Seus Descendentes?, de Eduardo Dias Roxo Nobre (2001).

 

??A Semana Euclidiana sempre foi considerada uma festa. Uma festa muito esperada principalmente pelos jovens, mas que os adultos nunca querem perder. Seja qual for o resultado e avaliação dessa festa, é certo que, no próximo ano, ela acontecerá de novo, como todos esperam. Isso acontece porque o clima de festa congrega, une, alegra, renova, traz esperança, paz, sensação de plenitude, permissão de excessos, sensações agradáveis, que adormecem na memória e acordam no próximo agosto, ao som das vozes do coração?. (Cármem Cecília Trovatto Maschietto)

 

Rótulo de refrigerante dos anos 1940, produzido pela fábrica de João Viadana, localizada na rua Siqueira Campos. O rótulo foi impresso pela Tipografia Oliveira.


Mogiana, a estrada dos pequenos ramais

De todas as companhias que se constituíram em São Paulo na segunda fase do desenvolvimento ferroviário, foi a Mogiana a que construiu maior extensão de linhas férreas no território do Estado, além de outras que empreendeu e executou em Minas, como prolongamento da rede paulista.

Tornou-se, assim, a Mogiana a estrada dos pequenos ramais, que o simples exame de sua linha tronco nos faz perceber. Logo no início, apenas a 32 quilômetros de Campinas, da estação de Jaguari (atualmente Jaguariúna) saíam os ramais de Amparo, Socorro e Serra Negra. De Mogi-Mirim saía o ramal de Itapira, prolongado depois até Eleutério, na divisa de Minas, onde se articulava com uma ferrovia mineira. Menos de dez quilômetros depois de Mogi-Guaçu, saía o ramal de Espírito Santo do Pinhal, que não teve prolongamento, fazendo dessa cidade ponta de trilhos, embora tão próxima da linha tronco. De Cascavel (atualmente Aguaí) saía o ramal de Poços de Caldas. Pouco mais de vinte quilômetros adiante, na Estação Lagoa Branca, deita a Mogiana o ramal de Vargem Grande do Sul. Quarenta quilômetros além da estação de Casa Branca sai o ramal de Mococa e Canoas, o qual, através de sub-ramais, vai penetrar em território mineiro, alcançando Guaxupé. Em Baldeação articula-se com o ramal de Piraçununga, da Paulista. Em Santos Dumont tem início o ramal de Cajuru. Em São Simão (pouco mais de vinte quilômetros adiante), inicia-se o ramal de Jataí. De Cravinhos partem os ramais de Arantes e Serrana. De Ribeirão Preto, sai o ramal de Sertãozinho, e, pouco depois de Ribeirão Preto, bifurca-se a linha, uma seguindo por Franca e outra por Igarapava, reunindo-se as duas em Uberaba.

Julgamos necessária essa cansativa enumeração para mostrar como, aos poucos, a rede ferroviária paulista constituiu-se num intrincado emaranhado de linhas, construídas de acordo com as necessidades imediatas, ??a feição e na medida das conveniências e aspirações das localidades imediatamente interessadas e na proporção dos seus meios de ação?, para relembrar a expressiva frase do engenheiro Adolfo Pinto. Dos doze ramais da Mogiana, alguns não chegam a ter vinte quilômetros, enquanto que o mais extenso não chega a cem. A grande maioria fica na base de quarenta ou cinqüenta quilômetros. Verdadeiras estradas ??cata-café? que iam, no seu imediatismo, servir aos interesses das fazendas de uma região que, na época, já se encontrava na vanguarda da produção cafeeira de São Paulo.


Aconteceu em 31 de agosto

1960 - Quando a Diocese de Ribeirão Preto teve seu território dividido, os rio-pardenses tiveram a esperança de que São José se tornasse a sede da nova Diocese, uma vez que se encontrava em término de construção nossa Igreja Matriz, moderna construção que possui as dimensões de uma catedral, requisito básico para a instalação de uma diocese. O desejo do monsenhor Adauto Vitali se frustrou quando uma velha senhora de São João da Boa Vista ofereceu à Igreja uma enorme fazenda e seu grande e belo casarão na área central para ser usado como palácio episcopal se aquela cidade se tornasse sede da nova diocese, o que aconteceu em 31 de julho de 1960, poucos anos antes da Matriz de São José ser concluída, em agosto de 1964. Desmembrada da Arquidiocese de São Sebastião de Ribeirão Preto, a Diocese de São João foi instalada oficialmente na tarde do dia 31 de julho de 1960 com a posse de seu primeiro bispo, dom David Picão, nomeado pelo Papa João XXIII.

2009 - Um tremor de terra foi registrado em São José do Rio Pardo, às 11h53, Os aparelhos da Estação de Sismologia de Rio Claro (SP) apontaram 2,2 graus na Escala Ritcher.


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