São José do Rio Pardo, ,

14/Ago/2021 - 20:04:31

Recordando julho

Maria Esméria do Amaral Mesquita




Para a edição da semana passada, pedi até licença à redação do jornal para transcrever, ocupando um pouco mais de espaço, a história tão edificante do Cura D Ars; hoje quero relembrar um pouco do mês de julho.

De 13 a 16 ?? terça a sexta feira ??, com duas filhas, a Lúcia e a Ana, o filho Luiz, três netas, Sofia, Júlia, Elisa e uma amiguinha, fomos a Brotas. Nos hospedamos na mesma pousada onde nossa família se reuniu, há dezesseis anos, para festejar meus setenta anos. Foram apenas dois dias completos, mas nossa turminha gostou muito. A pousada é ótima, as jovens fizeram esportes radicais de arvorismo e aquáticos. Senti muita falta da minha comunhão diária; não encontrei nenhuma igreja aberta e fui informada que missas, somente nos finais de semana; isto entristeceu-me.

Minha última semana de julho foi muito especial. De jipe, com meu filho Joaquim, fiz o Caminho da Fé; começamos na manhã do dia 27, fomos devagar, dando muitas paradinhas, aproveitando a paisagem maravilhosa, vendo as capelas e um pouco das coisas escritas ?? tenho vontade de fazer tudo de novo, ainda mais devagar, levando dois dias para esta primeira parte, até Paraisópolis, onde nos hospedamos para dormir numa pousada ótima ?? uma casa de fazenda bem bonita, jantar delicioso ?? tudo para ninguém por defeito. O dia 28 amanheceu com uma chuva maravilhosa, aquela de que estávamos precisando; e o caminho foi ficando cada vez mais difícil. Demos uma primeira raspadinha num barranco e fomos continuando... subidas e descidas, bastante barro, chuva caindo... chegamos a um pedaço que tinha recebido muita terra na véspera e não havia nenhum rastro de pneu; lá encravamos, encostadinhos no barranco; o outro lado da estrada era de precipício. Comentei com o Quim: acho que daqui só se sai de helicóptero. Decidimos rezar um terço. Deixamos passar mais um tempinho, o Quim tentou sair e conseguiu. Com bastante dificuldade, chegamos à Capela de São Sebastião, no Bairro do Quilombo, Luminosa, MG. Foi muito bom. Almoçamos uma omelete deliciosa, compramos cinco litros de gasolina, tirados de motos, e nos aventuramos a continuar. Encravamos perto da entrada de uma pousada, os donos nos ajudaram empurrando o jipe e avisaram que havia mais duas subidas bem difíceis. Subimos um pouquinho e o Quim achou melhor manobrar e voltar. Os mesmos que nos ajudaram a desencravar nos ensinaram um caminho alternativo. Erramos numa encruzilhada, a senhora de uma casa nos atendeu e ensinou como pegar a estrada certa. Mais adiante, os moradores de um sítio nos venderam mais cinco litros de gasolina... acabamos chegando a Campos de Jordão dando graças a Deus por aquelas pessoas tão boas que encontramos e por todas as ajudas tivemos. Foi uma verdadeira aventura. De Campos a Aparecida, foi fácil. Chegamos à Pousada Bom Jesus, antigo seminário que nos tempos em que havia Mariápolis em Aparecida chamávamos "Colegião". Aquelas acomodações precárias do tempo das Mariápolis estão transformadas em um hotel de várias estrelas que já hospedou dois papas. Sem perder um minuto, nos dirigimos para a Basílica Velha com tempo de pegar a fila e participar da missa das dezoito horas - um presentão que caiu do céu para nós. Após a missa, um jantar muito gostoso na pousada e uma boa noitinha de sono. Na quinta-feira cedo, com nossa malinha, fomos para a Basílica Nova com tempo de pedir nossas intenções para a missa, pegar um lugar muito bom, na frente do altar, e participar da missa das nove horas. Depois, comprinhas na loja, um bom café que serviu de almoço e, dando mil graças a Deus, voltamos para casa.

Ao entardecer de sexta-feira, dia 30, formando um grupinho de cinco ?? meu filho Luiz, a Júlia, sua filha, com a colega Alice, a Vera, amiga que trabalha para mim e eu, fomos passar o fim de semana na Mariápolis Ginetta onde o Luiz, quando tinha doze anos, havia participado de uma Mariápolis Férias da qual conservou gratas recordações. Foi uma alegria muito grande para ele rever cada lugar, lembrar as "artes" que fizeram e o trabalho que deram ao Jorge, focolarino já falecido, encarregado de cuidar dos meninos. Visitamos o cemitério onde o Jorge foi sepultado, rezamos, participamos da missa na Igreja de Jesus Eucaristia. Também gostamos de ouvir a história de Chiara, de ver as mudanças que foram realizadas e vimos também o quanto tem sido difícil manter a Mariápolis, sem haver encontros, neste tempo de pandemia.

Esta semana passei toda em São Paulo; o programa foi: visitar uma afilhada que está doente, rever amigas, estar com minhas filhas... Uma Semana da Família em família.

Prosseguindo o Mês vocacional, a próxima semana é dedicada aos religiosos e religiosas. Rezemos por todos.


O Riopardo - 2020/2025 - Todos direitos reservados