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21/Ago/2021 - 20:46:05
O rio euclidiano continua...
RedaçãoMARIA APARECIDA GRANADO RODRIGUES
Não pretendo fazer relatório nem análise completa dos
eventos acontecidos na Semana Euclidiana que se encerrou no dia 15 próximo
passado. Simplesmente, não quero deixar passar em branco a emoção que me
acometeu durante os dias dessa Semana tão singular. Pois bem, terminada a 83ª
Semana Euclidiana, tenho a certeza de que, mais uma vez, o nosso dever em
preservar a memória do escritor Euclides da Cunha e a manutenção do movimento euclidiano
se cumpriu a contento. Neste ano, ainda no formato digital, em virtude da crise
sanitária que enfrentamos por conta do Coronavírus, podemos afirmar que todas
as atividades, desenvolvidas durante a Semana, foram de muita boa qualidade.
Com o tema: "Euclides e os Rios - Uma Odisseia Literária Fluvial",
por sugestão do professor dos Ciclos de Estudos, professor Nicola S. Costa,
toda a programação abrangeu, de alguma forma, uma ligação com os rios,
principalmente com o nosso Rio Pardo. Muito emocionante a exibição artística
Rios de Versos, com Vanessa Paião declamando, magnificamente, uma poesia de
minha autoria: Rios de Versos. Episódio abrilhantado pelo grupo Pérola Negra.
Magnífico também o encerramento performático da Fábrica de Expressão, com o tema
"Os rios e Euclides da Cunha: uma odisseia literária fluvial", numa
perfeita sintonia com o tema da Semana Euclidiana. Os artistas e as músicas
falando de rios embelezaram sobremaneira o evento.
Neste ano, o desfile de abertura "A Tradição Vive" também foi simbólico. Foi um momento de muita emoção. As aulas e as conferências, com assuntos tão ricos e pertinentes, enriqueceram, sobremaneira, a Semana Euclidiana.
Uma novidade que veio trazer possibilidades de novos rumos para o movimento foi a feliz ideia em agregar e preparar jovens maratonistas para recepcionar os alunos, sob a eficiente orientação da professora Sofia Ratz. Logicamente, as formas mais antigas foram mantidas porque são importantes, necessárias, mantêm a tradição que faz parte da identidade de São José do Rio Pardo.
Não há como eu não citar aqui a surpresa e a alegria que tomaram conta de mim com a homenagem que recebi da Câmara Municipal. Receber o Título de Mérito Euclidiano não arremata a minha atividade, mas me impulsiona a trabalhar mais pelo Movimento Euclidiano porque me atribuiu uma responsabilidade ainda maior. Satisfação maior foi dividir esse momento com a grande amiga Carmen Cecília Trovatto Maschietto que, merecidamente, foi agraciada com o Título de Guardiã da Memória Rio-Pardense.
As apresentações de teatro, música, dança, oficinas culturais vieram reforçar a importância da cultura para nossa cidade, com tantos talentos maravilhosos, que garantem a sua continuidade. Destacando aqui as espetaculares apresentações dos músicos magníficos, sob a batuta do maestro Agenor Ribeiro Netto.
Como estou sempre próxima das decisões da Casa Euclidiana, como membro do Conselho Euclidiano e colaboradora, posso afiançar todo o trabalho da Curadora da Casa Euclidiana, Ana Paula Lacerda. Sempre muito corajosa e inovadora, busca realizar tudo aquilo em que acredita.
Quero enfatizar o apoio do Prefeito Municipal Márcio Zanetti e do presidente da Câmara, Rafael Kocian. Acredito que estamos entrando numa nova era de valorização da tradição e da cultura da cidade. E nós, pessoas que acreditamos no Movimento Euclidiano, estamos firmes para as Semanas Euclidianas vindouras, motivados como sempre. Para encerrar, deixo aqui o nosso carinho e a nosso agradecimento à professora Celinha Mariana Franchi Fernandes pelos estudos, pesquisas e divulgação da obra de Euclides da Cunha. Celinha, merecidamente, pretende descansar, após tantos anos dedicados ao Movimento Euclidiano, em grande parte passados ao lado de seu marido e professor, o inesquecível Manoel Roberto Fernandes da Silva.