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21/Ago/2021 - 21:10:37
22 de agosto, Festa de Nossa Senhora Rainha
Maria Esméria do Amaral MesquitaEsta festa é muito querida ao meu coração; quero viver como súdita de Maria, de forma que eu colabore para o crescimento do seu Reino, que é o de Jesus. Este reino não tem um limite físico; ele está em nós e entre nós, à medida em que vivemos a Palavra de Jesus.
Há muito tempo Maria é honrada como Rainha do Céu e da Terra, mas foi o Papa Pio XII que, em 1954, fixou o dia 22 de agosto para que esta festa seja celebrada por todos os católicos.
Gosto desta data, exatamente uma semana depois do dia 15, em que é celebrada a assunção de Nossa Senhora ao céu. Não há como descrever o céu, mas nada nos impede de preparar nossos corações para a coroação da Mãe. "Quando Jesus viu sua Mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua Mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua Mãe. E desta hora em diante o discípulo a levou para sua casa" (Jo19, 26-27).
Sou, somos, filhos da Rainha do Céu e da Terra. Que responsabilidade! Há aquele ditado que diz: "nobreza obriga"; então, vejo que minha meta deve ser contemplar Maria procurando cultivar em mim as virtudes que nela vejo: amor, fidelidade, obediência à Palavra, alegria, pureza, humildade, pressa em servir... Com os meus oitenta e seis anos, ainda estou longe da meta. Deus tem tido muita paciência comigo. Quero aproveitar o tempo que me resta.
Que o Reino de nossa Mãe e Rainha se torne presente no coração e na vida de todos os seus filhos!
S?O ROQUE
São Roque nasceu na França em Montpellier em 1295 e lá faleceu no ano de 1327. ?nico filho de pais cristãos que possuíam muitos bens. Ele nasceu com uma cruz avermelhada desenhada em seu peito. Desde pequeno, sentia-se atraído à oração e era muito generoso. Ficou órfão muito jovem. Frequentou a escola de medicina, mas não chegou a se formar. Aos vinte anos, confiou a um de seus tios parte de seus bens, repartiu a outra parte com os pobres e, como peregrino, partiu para Roma. Neste tempo, a peste atingiu a Europa. Peregrinando, São Roque se dedicava ao cuidado dos doentes, cuidando de suas feridas e consolando a todos. Fez inúmeros milagres. Permaneceu um bom tempo em Roma, sempre se dedicando a pobres, doentes e vítimas da peste, sempre fazendo milagres.
No caminho de retorno à sua cidade, enquanto trabalhava em um hospital, contraiu a peste. Para evitar contagiar a outros, retirou-se a uma floresta. Todos os dias um cachorro levava pão para ele comer. Conta a história que aquele cão pertencia a um senhor de muitas posses que, vendo programa do cachorro, resolveu verificar; conversando com o santo converteu-se e abandonou a má vida que levava.
Chegando à sua cidade São Roque não foi reconhecido; suspeito de ser um espião foi preso, encarcerado e na cadeia morreu. O carcereiro, que era manco, tocou com seu pé o corpo de são Roque para verificar se estava dormindo; ficou curado imediatamente. São Roque foi reconhecido por causa da cruz de seu peito.
LOURDINHA FONT?O - SERVA DE DEUS
Conheci a Lourdinha em 1954, quando fomos morar na Itaiquara: ela, professora, escolheu a escola da Fortalezinha, que era uma seção da Itaiquara, por haver se casado com o Dr. Heber, dentista lá; e eu, porque o meu marido, engenheiro, foi trabalhar na usina de açúcar. Ficamos amigas desde o primeiro encontro; tínhamos em comum o desejo de trabalhar pelo Reino de Deus, de nos santificar e de ter muitos filhos. Ela tinha as ideias, fazia os planos e eu procurava seguir e ajudar. Minha mãe nos apoiava bastante. A dona Luizinha, esposa do médico da Itaiquara e administradora da nossa capela, era vizinha dela e sempre colaborava muito. Naquele tempo, em que o trabalho da lavoura era feito com enxada, e a cana para fazer açúcar cortada a facão, havia muitos colonos, muita gente para ser evangelizada.
Deus nos deu os filhos e o trabalho. Foi um tempo muito bom!
Depois de mudar para cá, ela continuou servindo o Reino.
A Lourdinha santificou-se bem depressa e foi morar com a Mãe. Eu fiquei. Lembro-me dela diariamente, peço sua intercessão e rezo pela sua beatificação; ela é mesmo uma santa.
Dom Orani, que ainda estava em São José naquele tempo, disse-me que eu devia ocupar o espaço do jornal que era dela. Expliquei-lhe que não seria capaz, ao que ele respondeu: "Não se preocupe; enquanto Deus quiser, Ele dará a graça e a Dona Lourdinha, ajuda?. Lá se vão mais de trinta anos do que eu considero um milagre semanal. Enquanto Deus quiser...