Seções
Colunas
28/Ago/2021 - 17:07:50
Memória da Cidade, 28 de Agosto de 2021
Redação
CRAQUES ?? Na bela foto colorizada digitalmente, os três ??diabos loiros?? da Associação Atlética Rio-Pardense ?? Euclides Della Torre (Chuchu), Renê Tranquillini e José Fagiolli (ou Fagiollo?), na década de 1930
ORELH?ES DA ETICSA ?? Além de
prestar serviço de telefonia em São José do Rio Pardo, a Empresa Telefônica
Irmãos Camargo S/A (Eticsa) era também responsável pelo Serviço Telefônico
Municipal de São Sebastião da Grama e Serviço Telefônico Municipal de
Divinolândia.
Em 1973 a empresa comprou quatro aparelhos com fichas da Ericsson e os respectivos orelhões, que foram instalados em pontos estratégicos da cidade.
Um Theatro Municipal para São José
O intendente (prefeito) Francisco de Escobar foi um homem culto
e amante das artes. No dia 14 de fevereiro de 1900, ele convocou a imprensa
para apresentar o projeto de um famoso arquiteto italiano que planejava
construir aqui um belo Theatro Municipal. O majestoso prédio contaria de três
pavimentos com ampla sala de espera, sala para café, plateia, poltronas
estofadas, camarotes, palco cênico, várias toaletes, grande salão para bailes e
conferências, sala para leituras, sala para jogos, sala para fumar e até um
restaurante. Um luxo.
Escobar tratou de convidar para a reunião os mais endinheirados do município para que investissem no projeto. O engenheiro Euclydes da Cunha, amigo do Escobar, também participou.
Bastante empolgado, o intendente explicou que o theatro teria luxuosa decoração e perfeita canalização de água para serviço de incêndio. "Só grandes cidades como São Paulo e Campinas possuem teatros de tal envergadura", disse ele.
Apesar de apoiar o empreendimento, o jornal "O Rio Pardo", da época, foi realista e publicou em primeira página: "O theatro está orçado em trezentos contos de réis. Em conversa com alguns presentes, a opinião geral é que, dificilmente, a elevada cifra será levantada entre os rio-pardenses".
Um dos estabelecimentos comerciais mais antigos da cidade, o Hotel Paulista ocupava também a área da esquina da rua Saldanha Marinho
(hoje rua Dr. João Gabriel Ribeiro).
A entrada do hotel era de frente para o Largo da Matriz. Na foto acima, de 1904 (117 anos!) está o troley do hotel, que buscava e levava o hóspede até a Estação Ferroviária. Pedro Perrella, que aparece em pé, na porta do estabelecimento, foi seu proprietário por muitos anos.
ACONTECEU EM 28 DE AGOSTO
1896 ?? Primeira visita do engenheiro Euclides da Cunha a São José do Rio Pardo, como funcionário da Superintendência de Obras Públicas de São Paulo, em inspeção às obras de construção da ponte metálica pelo engenheiro Arthur Pio Deschamps de Montmorency. Euclides da Cunha voltaria em 25 de outubro daquele ano, antes de embarcar para a Bahia onde reportaria a Guerra de Canudos ao jornal "O Estado de S. Paulo".
1968 ?? O governador do Estado, Roberto Costa de Abreu Sodré, assinou o decreto nº 50.286, que desapropriou imóvel próximo à Herma Euclides da Cunha para a futura construção do Mausoléu Euclidiano, o que aconteceu somente na década de 1980.
1985 ?? No dia 28 de agosto de 1985 os moradores do bairro Dr. João de Oliveira Machado passaram a utilizar a passarela recém construída sobre o rio Fartura ligando aquele bairro à Vila Maschietto.