São José do Rio Pardo, ,

27/Nov/2021 - 22:23:46

Memória da Cidade, 27 de Novembro de 2021

Redação





IRM?OS NASSER ?? Loja de automóveis, posto de combustíveis e a oficina dos Irmãos Nasser funcionou por décadas na esquina das rua Marechal Deodoro e Benjamin Constant. No local foi construído o Supermercados São João, hoje Fonseca Flex. A fotografia é dos anos 1940.

 

CALOURO ?? Auditório da Rádio Difusora, que funcionava no prédio da Sociedade Italiana (CCIB). O locutor Sílvio Alves entrevista Rubens Paulo de Lima (Binho de Lima) durante o programa ??Tarde de Alegria ZYD-6?, de perguntas e músicas, numa tarde de domingo. Na foto, dos anos 1950, aparecem também Edgar Rolim César, Paulo Martins Negrão e Agenor Capelari, na bateria. Entre as crianças estão Ghassen Draib e Stela Piovesan.


CHEGADA E PARTIDA ?? Inaugurada em 1936, a Confeitaria Raddi, na praça 15 de Novembro tornou-se logo referência e ponto de encontro. Dali saíam as velhas jardineiras que transportavam passageiros para outras cidades.

 

ARTIFICIAL ?? Rótulo do Guaraná Paulista, dos anos 1940, produzido pela fábrica de João Viadana, que ficava na rua Siqueira Campos, bem próxima a Igreja de São Roque. Além de fabricar outras bebidas, a empresa também envasava vinagre e álcool. O rótulo do guaraná era impresso na Tipografia Oliveira.



Aconteceu em 27 de novembro

1887 - O jornalzinho rio-pardense "O Mosquito", de novembro de 1887, registrou no seu "Noticiário" um fato que deveria ser pouco comum nas lides jornalísticas: "Chegaram no dia 23 do corrente, com destino à fazenda do nosso amigo tenente coronel Antonio Marçal Nogueira de Barros, 28 imigrantes italianos". Há 134 anos.

 


O velho Grupo Escolar


??? sem esforço que me afloram à memória as cores, os cheiros, os sons, as pessoas, os episódios desimportantes em si.  Cheiro de começo do ano escolar, a madeira dos lápis novos recendendo  ao ser desbastada com lâminas, apontadores, canivetes. Cheiro da tinta azul-preta  completada todos os dias nos tinteirinhos das carteiras duplas. Cores alegres de papel impermeável encapando livros e cadernos simples. Sons do sino de verdade, que ou seu Pedro ou seu Caiuby tocavam nos exatos momentos de entrada e de saída dos alunos?. (...)

No Grupo Escolar Dr. Cândido Rodrigues a maioria das crianças andava descalça. Costume e necessidade. Uns usavam uns tênis simplesinhos, quase sempre marrons e de solado fino, muito feios. Outros, um precário tipo de calçado posteriormente reabilitado por estilistas de renome ?? uma lona rústica aplicada a sola de corda. Isso mesmo, as alpargatas Roda, mais conhecidas por chinelos de espanhol. Ele, como tantos outros colegas, tinha um só par de sapatos que serviam para tudo ?? ir à escola, à missa, a outras poucas ocasiões sociais importantes. No resto do tempo, pés descalços, braços nus, como resumiu o poeta saudosista. Daí o ritual diário imposto pelas mães: chegava-se da aula e, antes de tudo, precisava-se tirar o uniforme ?? calças curtas azul-marinho com suspensórios cruzados às costas e blusa branca, ostentando no bolso um caprichado monograma CR com uns risquinhos abaixo, indicadores do ano em que o aluno estava ?? e descalçar depressinha os sapatos de ver Deus, consoante se explicava?.

 

(Márcio José Lauria, ??Uma Amável Escola?)





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