São José do Rio Pardo, ,

18/Dez/2021 - 23:07:36

Memória da Cidade, 18 de Dezembro de 2021

Redação





IGREJA DO CARMO ?? Fotografada em junho de 1979 por Márcio José Lauria, a igreja de Nossa Senhora do Carmo, sem melhorias, no bairro Paula Lima.

 


VISITA ?? O locutor Marcos Perissinotto, ao centro, com os amigos Ferrúcio (irmão), Chico, Elyo, Homero, Glauter, Ise Simões e Luís Tardelli. A foto foi tirada no Posto São Judas Tadeu em fevereiro de 2007.

 


?LEO SOBRE TELA ?? "Família", quadro de Gabriela de Oliveira, datado de 1941, pertence ao acervo da Casa de Cultura Euclides da Cunha. A artista por muitos ano manteve seu ateliê na Chácara do Dr. Leão, localizada no Beira Rio.


Os três pracinhas rio-pardenses


São três os heróis rio-pardenses que participaram da II Grande Guerra Mundial, lutando na Itália como ??pracinhas? da Força Expedicionária Brasileira (FEB) contra as forças do Eixo. Na Europa, as forças do Eixo eram formadas por alemães e italianos.

A Força Expedicionária Brasileira uniu-se ao Exército Americano. Os brasileiros, soldados se destacaram pela bravura e heroísmo, participando das batalhas, na Itália, de Camaiore, Monte Castelo, Castelnuovo, Montese e Fornovo.

Os pracinhas rio-pardenses, ao chegarem a São José do Rio Pardo, terminada a guerra, foram recebidos como heróis. O povo e autoridades promoveram calorosa e festiva recepção aos três soldados. Os nomes dos três são lembrados em nomes de ruas.

Wilson Gonçalves de Faria, na Itália, foi o primeiro brasileiro a prender soldados alemães nazistas. Pertencia à FEB, na Infantaria.

Em São José, depois da guerra, foi inspetor de alunos da Escola Euclides da Cunha. João Casagrande foi o primeiro rio-pardense a fazer disparos de canhão. Pertencia à Artilharia. Voltou para São José do Rio Pardo. Aurélio Santurbano (na foto acima) pertencia à Artilharia e, nos campos da Itália, manejava canhões de grande porte.

Blandim, o primeiro boticário


João Baptista Blandim foi boticário, médico dos pobres, marceneiro, construtor, lavrador, político e rio-pardense de coração. Chegou a São José em 24 de outubro de 1866, com 34 anos, acompanhado de sua esposa e passou a participar ativamente da vida da pequena comunidade que começava a se formar.

Muito respeitado pelos moradores do nascente povoado, Blandim foi escolhido pelo vereador Antônio Marçal Nogueira de Barros para ocupar o cargo de fiscal e vacinador do bairro de São José do Rio Pardo.

Mas sua vocação maior, praticada com empenho e bondade, foi a função de farmacêutico e curandeiro prático.

Atendia sempre com dedicação a todos os chamados, salvando muitos enfermos e fornecendo gratuitamente os remédios de sua farmácia aos necessitados. Foi nosso primeiro farmacêutico.

 

 

 

ACONTECEU EM 18 DE DEZEMBRO

Foi ordenado na Igreja Matriz de São José do Rio Pardo onde celebrou sua primeira missa, padre Renato Artamendi. Ao término da cerimônia, foi saudado pela professora Maria Augusta de Oliveira Celentano, que fez um breve discurso em nome das associações religiosas da cidade.

A partir daí começou a trabalhar como coadjutor de monsenhor Adauto Vitali (que acompanhou sua trajetória no seminário) nos trabalhos da Paróquia São José.

Padre Renato agregou muitos jovens à paróquia, organizando encontros, grupos de jovens e coral.

Depois de trabalhar em outras cidades da região, inclusive como professor em seminário, foi ordenado monsenhor e exerceu seu sacerdócio em Tambaú, onde faleceu.


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