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18/Dez/2021 - 23:13:06
Relapsos
Nivaldo Sernaglia
Assim como nos dias de hoje, as tribos de Israel no sopé da montanha sagrada, quando Moisés fora receber as Tábuas da Lei, deixaram-se levar pelos vícios. E criaram a tal estatueta de ouro para ficar adorando...
Desde aquela época até a atual, o ser humano desdenha as coisas espirituais para se corromper pela Matéria. Ainda hoje prefere a moeda do César a viver as coisas do Céu. O homem ainda não separa o que é de César e o que é de DEUS. Ele vive a Utopia no campo da ilusão terrena e não consegue sair da Mesmice. Com isso, torna-se um eterno repetente dos costumes. Não larga o trivial para o mais importante. Continua relapso de si mesmo. Esquece de orar a DEUS Supremo e não muda os hábitos adquiridos. E sem o freio divino, os Espíritos das Trevas comandam o homem na sua trajetória de sempre.
Exatamente como aconteceu com as tribos de Israel, o povo atual vive a viciação e a corrupção dos costumes. Não consegue sair do bezerro de ouro...
E o que aconteceu há 3.300 anos, repete-se agora o mesmo. Observem o ontem e o hoje e vejam: dia após dia, o número de pessoas que seguia a recomendação de Moisés diminuía. As mais absurdas desculpas eram apresentadas. Não compreendiam a importância dos valores espirituais. Desdenhavam o gesto solene ao DEUS supremo. Esse gesto era e é necessário para se evitar a ação sorrateira das sombras sobre a gente.
E sem a proteção da Oração, os Espíritos trevosos inspiravam os mais desequilibrados a gritar, a plenos pulmões, as suas mazelas contra DEUS. E gradualmente, os valores corromperam-se contagiando a todos. Os chefes dos clãs tentaram de todas as formas, neutralizar as ervas daninhas infiltradas no povo, mas os resultados foram modestos. Cada um pensava em si e 0s seres cada vez mais individualizados; os jovens desprezavam até mesmos os seus pais!
Os soldados de Josué eram chamados a todo instante para restabelecer a ordem. As discussões estavam aceleradas. Os juízes, nomeados por Moisés, perderam as suas autoridades. Ninguém mais os respeitava. Se o judicial estava sem Moral, quem conteria o povo? A algazarra se fez, criaram a tal estatueta e a orgia tomou conta dos seres...
Essa história antiga parece com os tempos atuais onde os comes, bebes e gozos extravasam os sentidos e o excesso se instala nos costumes. Nós, em verdade, não conseguimos sair dos tempos antigos. Vivemo-los o tempo todo arraigados à patuscada e à desordem. Deixamo-nos levar pela odisséia da vida, esquecidos de Orar com aquela responsabilidade de mudança interna.
Na realidade, o ser humano desde milênios, continua o mesmo! Ainda não assumiu o que é verdadeiro e não percebeu o valor do momento que o Pai Maior lhe quer dar.
Somerset