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15/Jan/2022 - 21:25:37
Memória da Cidade, 15 de Dezembro de 2022
Redação
CASAR?O ?? Sobrado de José Pereira Martins de Andrade, o conhecido coronel Zeca Pereira, que foi prefeito de São José na década de 1920. Estava localizado na atual praça Cap. Vicente Dias (que antes chamava-se praça Dr. Cândido Rodrigues). No pavimento interior funcionava uma pharmacia. Demolido, o casarão deu lugar à concessionária Ford, de Palmyro Petrocelli. Em seu lugar hoje está a agência da Caixa Federal.
CULTURA ?? Na inauguração do Museu Rio-Pardense, em 1986, Eduardo e Maria Olívia Roxo Nobre, integrantes do Grupo Amigos da Cidade, entidade que impediu que o histórico prédio da Câmara fosse demolido. O Museu Rio-Pardense foi instado exatamente cem anos depois da inauguração do prédio, em 1886.
DESPEDIDA ?? A festa de despedida de solteiro de dr. Agripino Ribeiro da Silva, numa reunião do "Clube dos Solteirões". Da esquerda para a direita, na primeira fila: dr. Neje Farah, dr. José Caetano de Lima, o noivo dr. Agripino, segurando um quadro da Santa Ceia, tradicional presente do Clube, Anthero Azevedo (Telinho), Jeremias Polachini e Sebastião Rodrigues. Fila do meio: Plínio Silva, Elias Fecuri, Luizinho Ferreira da Silva, Adhemar Machado de Almeida, Zitão Rinbeiro Nogueira, Antônio Tavares e João (Bigodinho) Atrás: Adolfo Ferrari, Mauro Cautela, João Pivetti, Euclides Bastos, Pérsio Gonçalves e Amílcar Miranda.
Ruas com paralelepípedos: início foi traumático
O primeiro trecho pavimentado com paralelepípedos em São José do Rio Pardo, a título de experiência, foi o da rua Ananias Barbosa, do Hotel Brasil até a rua Campos Salles, entre 1923 e 1924.
Muitos problemas aconteceram em sua execução, incluindo a dispensa de concorrência pública e o alto valor pago pela obra. Depois, a aquisição de paralelepípedos considerados de refugo, inservíveis para o calçamento. Em seguida, a falta de técnica para a construção de bueiros, utilizando para isso pedras de tamanho desproporcional, seguida de necessidade de aterro da rua e, por fim, o rebaixamento dos canos de água e esgoto já existentes. Foi uma experiência traumática.
Com o orçamento aprovado pela Câmara estourado em quase três vezes, gastou-se muito tempo e dinheiro nesta obra que deveria servir de modelo para o calçamento de outras ruas, sem levar em conta as muitas críticas, da população e da imprensa.
Terminada a problemática obra, os prefeitos seguintes não se animaram a calçar outras ruas, sendo o serviço retomado somente uma década depois.
Na década de 1930 aconteceu o calçamento do quadrilátero central, com pedras comuns, substituídas anos depois pelas atuais de basalto, mais escuras. Na década seguinte as prioridades foram as ruas seguintes, como a Benjamin Constant e Treze de Maio.
Os serviços seguiram nos anos 1950, com a pavimentação chegando à avenida Independência, Ginásio Euclides da Cunha e Santa Casa.
O calçamento com paralelepípedos ganhou impulso nas administrações do prefeito Antônio Pereira Dias, quando foram pavimentadas as ruas mais afastadas do centro. Algumas delas, com o serviço realizado há mais de 60 anos, até hoje não precisaram de manutenção em seu piso.
? necessário preservar e manter o patrimônio remanescente, produto de investimentos e trabalhos de nossos antepassados, e que poderão valorizar a nossa paisagem e história para as futuras gerações.
A falta de mão-de-obra experiente sempre foi um problema para a manutenção das antigas ruas de paralelepípedos. A atual administração, felizmente, conseguiu organizar em sua Secretaria de Obras uma equipe de calceteiros que atualmente trabalha no realinhamento das pedras nas ruas centrais.
SORTIMENTO DE BEBIDAS FINAS
Henrique Juliani, maestro, fundador e dono da Banda Lyra Riopardense, também foi proprietário de um conceituado bar nos anos 1920. A rua Benjamin Constant, em outros tempos, era considerada uma rua comercial, tanto que seu primeiro nome foi Rua do Comércio, com muitos bares, padarias, farmácias, armazéns e casas de secos e molhados.
ACONTECEU EM 15 DE JANEIRO
1964 ?? Um trágico acidente tirou a vida de Castor de Carvalho, um apaixonado pela aviação em São José do Rio Pardo, durante a tentativa de aterrissagem de seu avião na pista do Aeroporto das Macaúbas (Campo da Aviação). Há 58 anos.
1982 ?? Neste dia aconteceu a primeira reunião do Grupo Amigos da Cidade, quando foi definida como objetivo prioritário da entidade a preservação da Casa de Câmara e Cadeia, transformada no Museu Rio-Pardense. Há 40 anos.
2007 ?? O Centro Histórico de São José do Rio Pardo foi reconhecido pelo governo local através da Lei Municipal n.° 2920, de 15 de janeiro de 2007, que "dispõe sobre o Plano Diretor Participativo do Município de São José do Rio Pardo, estabelecendo as diretrizes gerais da política municipal de desenvolvimento territorial, e dá outras providências". Há 15 anos.
1960 ?? (Dia 16). A Bula "In Similitudinem Christi" do Santo Padre João XXIII, criava em 16 de janeiro de 1960 a Diocese de São João da Boa Vista: "Sancti Iohannis in Brasilia" como fora denominada na sua expressão latina. Desmembrada da Arquidiocese de São Sebastião de Ribeirão Preto, a Diocese de São João foi instalada oficialmente na tarde do dia 31 de julho de 1960 com a posse de seu primeiro bispo, Dom David Picão, nomeado pelo Papa João XXIII. Há 62 anos.