São José do Rio Pardo, ,

12/Fev/2022 - 16:47:16

De professor a amigo

Redação

ROSÂNGELA AP. GOMES PEREIRA




Professor Márcio José Lauria, meu professor de Português no Ensino Médio na E. E. Euclides da Cunha. Como eram precisas suas aulas e explicações. Classe toda em silêncio prestava atenção. Ninguém conversava. Aprendemos muito e devemos esse legado a ele. Quantos alunos passaram por suas mãos. Seu filho Marco, meu colega de sala, era tratado como todos.  E assim foram os anos seguintes até a formatura.

Na Faculdade foi diretor, sempre sério, respeitado pelo seu perfil. Atuante e preocupado com a educação dos seus alunos do curso superior.

Os anos se passaram e fui convidada a dar aulas no Ciclo de Estudos Euclidianos, durante a Semana Euclidiana.

Quanta aprendizagem. Quanta troca com os professores e novamente estava lá o professor Márcio Lauria fazendo parte da minha história, da minha formação cultural e intelectual.

Quanta formação, quanto orientação recebi desse querido professor, agora amigo e colega de Semanas Euclidianas. Juntos também membros do Conselho Euclidiano do qual era seu presidente. O Movimento Euclidiano deve muito ao ilustre Professor Márcio José Lauria.

Trabalhou até recentemente conosco e com a Casa de Cultura Euclides da Cunha, com seus Diretores, assessorando tudo de que estes necessitassem. Grande incentivador da cultura.

Ao Rotary, sempre que solicitado, ia proferir palestra. A última foi sobre ?tica.

E quis o destino que nos encontrássemos novamente.

A partir do momento que deixou de frequentar a missa dominical (o fazia todos os domingos na Igreja Matriz de São José), passei a ministrar a Sagrada Eucaristia a ele em sua casa, pela Paróquia Santuário São Roque.

Toda semana estava lá ministrando o sacramento da comunhão. Recebia-me com um largo sorriso e após comungar, sempre agradecia sorrindo pela minha ida até lá. Foram quase quatro anos.

Quando queria confessar, me dizia, e logo estava levando D. Paulo Celso De Martini para confessá-lo. Aí me dizia: agora posso comungar.

Sr. Márcio falava muito de D. Marina, sua esposa. Sentiu muito sua ausência nesses quase 13 anos de sua morte. D. Marina, pessoa adorável, com quem tive o prazer de conviver. E os filhos dessa união, todos uma bênção.

Termino dizendo que Sr. Márcio não morreu! Amava a terra em que nasceu! Será eterno em seus ensinamentos, na sua forma de dicionário euclidiano, na sua  intelectualidade,   em tudo o que escreveu e ficará para as futuras gerações.

 

Agradeço a ele por fazer parte da minha vida.


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