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12/Fev/2022 - 16:48:01
Adeus ao Mestre
Redação
Os textos de Márcio José Lauria conseguem abordar o universal e a essência da alma humana, sem deixar de fixar nas linhas muito bem traçadas todo o encanto de São José do Rio Pardo.
Seus artigos, crônicas, ensaios, colunas de críticas, são lições de permanente atualidade, para o conhecimento da língua nacional e da cultura literária luso-brasileira.
Professor, escritor, crítico literário, político e advogado, licenciado em línguas portuguesa e latina, nasceu em São José do Rio Pardo, em 11 de fevereiro de 1932, numa casa da Rua José Teodoro.
Viúvo de Marina Parisi Lauria, falecida a 20 de abril de 2009; o casal teve cinco filhos e sete netos.
Lecionou Português, principalmente no "Euclides da Cunha", por 33 anos.
Professor-fundador da Faculdade de Filosofia, exerceu sua direção por três mandatos. Aposentou-se lá, compulsoriamente, em 2002.
Foi diretor da Casa Euclidiana e criador do Ciclo de Estudos Euclidianos.
No ensino superior, foi titular das disciplinas Introdução ao Direito, Linguagem Jurídica, Direito Constitucional, Língua Portuguesa, Teoria da Literatura e Estudos Euclidianos.
Vereador durante dez anos, exerceu dois mandatos consecutivos, entre 1º de fevereiro de 1973 e 31 de janeiro de 1982, com o primeiro mandato prorrogado por mais dois anos, juntamente com os prefeitos e vereadores de todos os municípios brasileiros. Foi presidente da Câmara Municipal por dois anos.
Como vereador, colocou ordem, junto com a historiadora Amélia Franzolin Trevisan, na data de fundação de São José do Rio Pardo, que passou a ser 4 de abril de 1865 e não 19 de março de 1870 como anteriormente comemorada, estabelecendo assim a data correta da fundação a partir do Livro de Atas assinado pelos fundadores.
Dentre seus projetos apresentados que se tornaram leis destacam-se o que preservou o velho prédio da Prefeitura e Câmara, transformado em Museu Rio-Pardense, e o que declarou área de preservação ambiental a Mata do Carneirinho ou Mata do Paixão.
? considerado um dos maiores especialistas sobre a obra de Euclides da Cunha.
Presidiu o Grêmio Euclides da Cunha e o Conselho Deliberativo do Centro Cultural Ítalo-Brasileiro.
Colaborador, por muitos anos, do "Suplemento de Cultura" de Minas Gerais. Durante décadas, manteve em Gazeta do Rio Pardo uma coluna denominada "Calidoscópio". Foi responsável pelos "Suplementos Euclidianos", publicado em forma de revista na década de 1970.
Integrou diversas instituições culturais como o Instituto Histórico e Geográfico e a Academia Cristã de Letras (ambos de São Paulo) e a Associação Brasileira de Crítica Literária, do Rio de Janeiro.
Recebeu os diplomas de Mérito Comunitário e de Guardião da Memória Rio-Pardense, além do título de Cidadão Emérito de São José do Rio Pardo. Também foi agraciado com a Medalha Cultural Germinal Artese.
Presidiu a Comissão Julgadora do "Prêmio Centenário de Os Sertões" (2002).
Foi colaborador regular por 22 anos do antigo jornal Democrata, em seguida de O RIO PARDO. Somando os títulos, possui mais de três mil artigos publicados na imprensa rio-pardense, grande parte reproduzidos em sete livros
Atualmente presidia o Conselho Euclidiano, órgão de assessoramento à direção da Casa Euclidiana.