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03/Out/2020 - 21:00:57
O pseudônimo
Nivaldo Sernaglia
Fazer o Bem pelo Bem foi o que Humberto de Campos promoveu a si mesmo usando o pseudônimo de ?ngelo Inácio.
Um escritor do nível de Humberto, não poderia ficar escondido no Mundo Espiritual sem dar notícias do Outro Lado do Véu. Foi por isso que Joseph Gleber, também escritor do Além, o levou para Aruanda, a cidade dos pretos velhos e dos caboclos... Leiam essa história no livro Os Imortais...
Lá ele se adaptaria à nova vida como Espírito desencarnado que era. E se prepararia para enfrentar os novos obstáculos da escrita espírita, com novas verdades que não seriam fáceis de serem aceitas por todos os espíritas. Há pessoas engessadas no movimento que não aceitaram nem as novidades de André Luiz trazidas através da mediunidade do inesquecível Chico Xavier... Consideraram-nas como livros de ficção!
E após a fase de adaptação em Aruanda, o Espírito Joseph Gleber o trouxe de novo à Terra para se acoplar à mediunidade de Robson Pinheiro, de Contagem, Minas Gerais. Eis o que disse:
"Volto à ativa novamente, se bem que não me tenha dado ao luxo de ficar na inércia deste Lado de Cá. Aqui, igualmente as notícias fazem Ibope, porém a temática é outra e não aquela costumeira da velha e saudosa Terra. Os outros defuntos que compartilham comigo desta aventura quase "nirvânica" de viver deste Lado do Véu, também fazem a "sua" notícia.
"Hoje, porém, tentarei falar de assuntos um pouco diferentes daqueles aos quais emprestara a minha pena quando metido nos labirintos da carne. Como vê, meu caro, se abandonei aí o paletó e a gravata, os músculos e os nervos, conservei no entanto, o jeito próprio de escritor e repórter agora radicado no "outro mundo" como dizia quando aí estava. O bom agora é que não me sinto obrigado a escrever àqueles velhacos de colarinho engomado que nos julgam pela forma ou gramática, de acordo com os ditames das velhas academias da Terra. Igualmente não tenho a obrigação, deste lado do túmulo, de me ater aos rigores das convenções dos escritores terrenos. Estou mais solto, mais leve e mais fiel aos fatos observados. Embora conserve o domínio de mim mesmo, a minha distinta e preciosa individualidade de morto-vivo, metido a escritor e repórter do Além, resolvi por bem daqueles que me guardam na memória, adotar um Pseudônimo para falar aos amigos que ficaram do Lado de Lá do Rio da Vida.
"Assim sendo, desafiando todas as expectativas de meus antigos colegas de profissão e sem haver sido interrompido pela morte ou lançado às chamas do inferno, empresto-lhe as minhas próprias experiências, compartilhando com você um pouco das histórias que almejo levar ao Correio dos Defuntos e dos que se julgam Vivos.
"Com o carinho de um amigo, despeço-me: ?NGELO INÁCIO.
Vejam amigos que os Espíritos usam nomes na Terra e pseudônimos, quando voltam a escrever pela psicografia mediúnica. ? o caso do professor Denizard Rivail que adotou o pseudônimo Allan Kardec, uma vida passada sua como antigo druida. Também é o caso de Sócrates que mudou de nome para Emmanuel, mentor espiritual de Chico Xavier. Na Revista Espírita temos a intervenção espiritual do médico Antoine Demeure que viria a ser, nada menos e nada mais: André Luiz que usou o nome do irmão de Chico Xavier, como pseudônimo. E agora temos Humberto de Campos na pele de ?ngelo Inácio. Assim o Mundo Espiritual da escrita mantém o intercâmbio conosco para que dia-a-dia possamos estar mais estruturados para a nova fase da existência que está "bombando" pela fenomenologia mediúnica.